
A busca por uma pele uniforme e saudável é um desejo comum, mas o surgimento de marcas lineares pode gerar desconforto estético e afetar a autoestima. Essas marcas, conhecidas cientificamente como estrias atróficas, resultam do estiramento excessivo da pele, que leva ao rompimento das fibras elásticas e de colágeno. No entanto, é fundamental compreender que existem diferentes tipos de estrias, e cada uma delas exige uma abordagem terapêutica específica para garantir resultados satisfatórios.
Quando a pele sofre uma distensão rápida — seja pelo crescimento na adolescência, ganho de peso ou gravidez — o tecido não consegue acompanhar o ritmo e acaba “rasgando” em suas camadas internas. O que vemos na superfície é o reflexo desse processo cicatricial. Identificar precocemente o estágio da lesão é o primeiro passo para um tratamento eficaz dentro da dermatologia estética.
Neste artigo, vamos explorar as características de cada fase dessas marcas e como a medicina moderna utiliza a tecnologia para restaurar a integridade cutânea.
O que são estrias e como elas se formam?
As estrias são, essencialmente, cicatrizes que se formam quando há uma ruptura das fibras de colágeno e elastina na derme. Esse processo ocorre de forma perpendicular às linhas de tensão da pele. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, diversos fatores influenciam o seu aparecimento, desde a genética até alterações hormonais.
Embora o estiramento mecânico seja a causa mais comum, o uso prolongado de corticosteroides e algumas condições médicas também podem fragilizar as fibras de sustentação. Independentemente da origem, os tipos de estrias se manifestam em estágios cronológicos, que definem a cor e a textura da marca na pele.

Principais tipos de estrias: das recentes às antigas
Para definir o melhor protocolo de tratamento, o médico dermatologista avalia a coloração da lesão. Essa tonalidade indica o nível de inflamação e a capacidade de regeneração do tecido naquele momento.
Estrias vermelhas ou arroheadas (Rubras)
As estrias vermelhas representam a fase inicial do problema. Elas possuem essa cor devido ao processo inflamatório e à presença de microvasos sanguíneos que tentam reparar a área lesionada. Nesta etapa, a pele ainda apresenta um bom potencial regenerativo, pois o fluxo sanguíneo facilita a chegada de nutrientes e a resposta a estímulos externos.
Muitas vezes, elas podem vir acompanhadas de uma leve coceira, sinalizando que a pele está sob estresse. Tratar as marcas enquanto elas ainda são estrias vermelhas aumenta significativamente as chances de uma recuperação quase total da textura original.
Estrias brancas (Albas)
Com o passar do tempo, a inflamação regride e o tecido cicatricial se estabiliza. Surgem então as estrias brancas, que são marcas mais antigas e atróficas. Nessa fase, ocorre uma redução da espessura da pele e uma diminuição na produção de melanina na região, o que confere o aspecto esbranquiçado ou perolado.
As estrias brancas são mais desafiadoras, pois o tecido já está totalmente cicatrizado e há pouco suprimento sanguíneo. No entanto, tecnologias de ponta conseguem estimular o estímulo de colágeno profundo, melhorando a aparência e nivelando o relevo da pele.
Fatores que desencadeiam as causas de estrias
Não existe um único culpado para o surgimento dessas cicatrizes lineares. Geralmente, uma combinação de fatores biológicos e comportamentais determina quem terá maior predisposição. Entre as principais causas de estrias, destacam-se:
- Crescimento acelerado: Comum na puberdade, especialmente nos joelhos, coxas e costas.
- Gravidez: O estiramento abdominal e as mudanças hormonais favorecem as marcas nos seios e abdômen.
- Ganho de massa muscular: O crescimento rápido dos músculos, comum em atletas, pode romper as fibras nos ombros e braços.
- Efeito sanfona: Oscilações rápidas de peso estressam a elasticidade cutânea.
Entender esses gatilhos é essencial para adotar estratégias de prevenção de estrias, como a hidratação intensa e o controle de peso saudável.

Tecnologias avançadas para o tratamento para estrias
A medicina dermatológica evoluiu a ponto de oferecer soluções que vão além dos cremes tópicos.
Hoje nós temos diferentes tecnologias para tratar estrias, e a escolha do tratamento depende muito da fase em que elas se encontram.
Um dos grandes destaques é o laser Fotona. Com a ponteira Nd:YAG, conseguimos tratar as estrias vermelhas, que são as mais recentes, atuando nos vasos sanguíneos da lesão e estimulando a remodelação do colágeno. Quando tratadas nessa fase inicial, as chances de melhora costumam ser maiores. A luz pulsada também pode ser uma excelente aliada nessa etapa, ajudando a reduzir a vermelhidão das estrias.
Já para as estrias mais antigas, claras e atróficas, utilizamos a ponteira Er:YAG. Nesse caso, o objetivo é promover uma renovação da pele e um estímulo intenso de colágeno, melhorando a textura, a profundidade e o aspecto geral das estrias, que se comportam de forma semelhante a uma cicatriz.
Além disso, podemos associar bioestimuladores de colágeno, que ajudam a melhorar a qualidade e a espessura da pele ao estimular a produção de novas fibras de colágeno. Muitas vezes, a combinação de diferentes tratamentos é o que nos permite alcançar resultados ainda melhores.
Por isso, a avaliação individual é fundamental para definir qual estratégia é mais indicada para cada tipo de estria e para cada paciente.
Para complementar o conhecimento sobre cuidados com a pele e regeneração, confira estes artigos relacionados:
- Laser em cicatriz: O guia definitivo para suavizar marcas e recuperar a textura da pele;
- Estímulo de colágeno: tratamentos, hábitos e tecnologia para manter a firmeza da pele;
- Como estimular a produção de colágeno: estratégias reais e seguras para preservar a firmeza da pele.
Sinais de alerta: quando procurar um dermatologista?
Muitas pessoas esperam as marcas ficarem esbranquiçadas para buscar ajuda, o que pode tornar o processo mais longo. O ideal é procurar assistência médica assim que notar os primeiros sinais de estrias roxas ou rosadas.
O diagnóstico realizado por um especialista, como o Dr. Murilo Drummond, permite diferenciar as estrias comuns de outras condições de pele que podem simular essas marcas. Além disso, o médico pode avaliar se há necessidade de associar outros procedimentos, como a revitalização facial ou o preenchimento facial, caso o paciente deseje uma abordagem estética global.
Mitos e verdades sobre a prevenção de estrias
Existe muita desinformação sobre como evitar os tipos de estrias. É verdade que a hidratação com óleos e cremes ajuda a manter a barreira cutânea íntegra, mas ela não garante 100% de prevenção se houver uma predisposição genética forte ou um estiramento extremo.
Outro ponto importante é que a exposição solar sem proteção pode tornar as estrias mais evidentes, pois a pele ao redor bronzeia enquanto a cicatriz permanece clara, aumentando o contraste. Portanto, o uso de protetor solar é indispensável mesmo em áreas cobertas por roupas leves.
A combinação de hábitos saudáveis, ingestão adequada de água e o acompanhamento preventivo com tecnologias que promovem o estímulo de colágeno são as melhores armas para manter a pele resiliente.
Excelência e Ciência na Drummond Dermatologia
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