Estrias aparecem em diferentes fases da vida — na adolescência, na gravidez, após variações de peso — e, dependendo do momento em que você busca tratamento, a resposta da pele pode ser bastante diferente. Uma das dúvidas mais comuns entre pacientes é justamente essa: o laser Fotona para estrias funciona tanto para as antigas quanto para as recentes? A resposta é sim, mas com nuances importantes que merecem atenção.
Entender a diferença entre os dois tipos de estria é o primeiro passo para ter expectativas realistas e escolher o protocolo mais adequado para o seu caso.
Estrias vermelhas e brancas: por que são tão diferentes
As estrias vermelhas são as mais recentes. Nessa fase, ainda há inflamação ativa na pele, os vasos sanguíneos estão presentes na região e o tecido ainda mantém certa atividade celular. Por isso, a resposta ao tratamento costuma ser mais expressiva e mais rápida.
Já as estrias brancas são as antigas, também chamadas de estrias atróficas. Nelas, o processo inflamatório já se encerrou, o colágeno foi destruído e a pele perdeu espessura naquele ponto. O desafio é maior, mas isso não significa que o tratamento seja ineficaz — significa apenas que o processo exige mais sessões e uma abordagem mais estruturada.
Para entender melhor as diferenças entre cada fase, vale conferir o artigo sobre tipos de estrias no blog.
Como o laser Fotona atua nas estrias
O laser Fotona é uma tecnologia de duplo comprimento de onda — Er:YAG e Nd:YAG — que permite trabalhar em diferentes profundidades da pele. Essa versatilidade é justamente o que torna o Fotona para estrias uma opção tão interessante tanto nas fases iniciais quanto nas mais avançadas.
Nas estrias vermelhas, o laser age estimulando a produção de colágeno e acelerando a reorganização das fibras dérmicas ainda em formação. O resultado tende a ser mais visível em menos sessões, porque a pele ainda responde com mais facilidade ao estímulo.
Nas estrias brancas, o equipamento trabalha promovendo microlesões controladas que reativam o processo de remodelação tecidual. Ou seja, o laser "convida" a pele a retomar uma atividade que havia sido interrompida. A melhora acontece de forma gradual, mas é real e mensurável.
Expectativas realistas: melhora sim, eliminação completa não
Este é um ponto essencial: o tratamento de estrias com Fotona promove melhora significativa da aparência, mas não apaga as marcas completamente. Estudos dermatológicos apontam que tecnologias a laser são capazes de reduzir a visibilidade das estrias em até 50–70%, especialmente quando o tratamento começa ainda na fase vermelha, segundo dados publicados pela Sociedade Brasileira de Dermatologia. Embora não sejam raros os casos de melhora próxima a 100%, principalmente quando associamos outras tecnologias ao tratamento, como explicaremos mais adiante.
Por isso, o alinhamento de expectativas com o dermatologista antes de iniciar o protocolo é fundamental. Cada pele responde de forma única, e fatores como fotótipo, localização das estrias e histórico de tratamentos anteriores influenciam diretamente nos resultados.

Quando associar outros tratamentos
Em muitos casos, o Fotona para estrias é combinado com outros recursos para potencializar os resultados. O tratamento com MMP para estrias brancas é uma das associações mais utilizadas na prática clínica, pois permite a infusão de ativos diretamente na pele tratada, ampliando o estímulo de regeneração.
Outra combinação frequente envolve o laser para estrias em protocolos escalonados, nos quais diferentes tecnologias são aplicadas em sequência para trabalhar camadas distintas da pele. Essa abordagem multidisciplinar é especialmente indicada para estrias antigas e extensas.
Perguntas frequentes sobre Fotona para estrias
Quantas sessões são necessárias?
Depende do tipo e da extensão das estrias. Em geral, estrias vermelhas respondem em 3 a 5 sessões, enquanto as brancas podem exigir de 6 a 10 sessões ou mais.
O procedimento dói?
A sensação varia conforme a área e o protocolo utilizado. A maioria dos pacientes relata desconforto leve a moderado, comparável a um leve aquecimento na pele.
Tem período de recuperação?
O pós-procedimento costuma ser tranquilo. Pode haver leve vermelhidão nas primeiras horas, mas a rotina diária raramente precisa ser interrompida.
Qualquer pessoa pode fazer?
Não. É necessária avaliação médica prévia para verificar fotótipo, condições da pele e possíveis contraindicações.
Drummond Dermato: ciência e tecnologia para resultados reais

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